Tags

#Tecnologia


Auto-Tune: O segredo dos cantores

Demi Lovato em performance no MTV Music Awards 2012, em setembro, no Staples Center, em Los Angeles, na Califórnia
Demi Lovato que recebeu uma crítica de um participante de
seu reality show, dizendo que ela usava auto-tune.
Será?


Nesta semana, a cantora americana Demi Lovato foi espinafrada por um participante do reality show musical X Factor, do qual é jurada. Depois de receber críticas pesadas do júri, ele descarregou a sua ira na ex-estrela da Disney, de quem ouviu que o sonho de cantar, infelizmente, não é para todos. “Sim, é por isso que você usa Auto-Tune”, rebateu o homem. Hoje onipresente nos estúdios de gravação, o Auto-Tune é um programa que permite tornar afinada qualquer cantoria. Ele possibilita, assim, uma espécie de estelionato musical: gente incapaz de acertar uma nota pode, de repente, se apresentar como cantor. Mas não é para sair por aí queimando caixas de Auto-Tune. Produtores consultados pelo site de VEJA garantem: hoje, quem não usa nenhum tipo de correção vocal é exceção. E isso não é necessariamente ruim. O programa pode, sim, ser um aliado da criatividade.

A primeira coisa que se deve saber a respeito do Auto-Tune é que o software pode ser usado de dois jeitos. Inicialmente criado para corrigir pequenos defeitos na voz de um artista, como uma espécie de Photoshop sonoro, o programa passou a ser usado para distorcer e dar um revestimento robótico e metálico aos vocais, criando um efeito que é usado até hoje. Uma das canções que mais ajudaram a popularizar esse uso da ferramenta foi Believe, lançada por Cher em 1998. Na mesma época, reforçando a proposta, o duo eletrônico Daft Punk começou a fazer sucesso com músicas que utilizavam vocoder, outro instrumento que robotiza a voz. Hoje, também se usa o Auto-Tune para produzir efeito cômico numa canção, mas a principal utilização do programa continua sendo estética. O programa e o som metalizado que produz são marcas da geração 2000.

“O mais legal do Auto-Tune é justamente ser explorado ao máximo para criar aquele efeito de voz metalizada, como se você estivesse cantando através de um cano de PVC”, diz Pedro D’Eyrot, integrante do Bonde do Rolê, grupo que mistura funk e pop, e um dos produtores da banda Uó, que surgiu fazendo releituras bregas de músicas pop. “Tem artista que, sem Auto-Tune, não teria carreira. O uso do software deveria vir discriminado na embalagem do CD”, afirma o produtor João Marcello Bôscoli, filho de uma das vozes mais célebres da história da música brasileira, a cantora Elis Regina.

A primeira coisa que se deve saber a respeito do Auto-Tune é que o software pode ser usado de dois jeitos. Inicialmente criado para corrigir pequenos defeitos na voz de um artista, como uma espécie de Photoshop sonoro, o programa passou a ser usado para distorcer e dar um revestimento robótico e metálico aos vocais, criando um efeito que é usado até hoje. Uma das canções que mais ajudaram a popularizar esse uso da ferramenta foi Believe, lançada por Cher em 1998. Na mesma época, reforçando a proposta, o duo eletrônico Daft Punk começou a fazer sucesso com músicas que utilizavam vocoder, outro instrumento que robotiza a voz. Hoje, também se usa o Auto-Tune para produzir efeito cômico numa canção, mas a principal utilização do programa continua sendo estética. O programa e o som metalizado que produz são marcas da geração 2000.

“O mais legal do Auto-Tune é justamente ser explorado ao máximo para criar aquele efeito de voz metalizada, como se você estivesse cantando através de um cano de PVC”, diz Pedro D’Eyrot, integrante do Bonde do Rolê, grupo que mistura funk e pop, e um dos produtores da banda Uó, que surgiu fazendo releituras bregas de músicas pop. “Tem artista que, sem Auto-Tune, não teria carreira. O uso do software deveria vir discriminado na embalagem do CD”, afirma o produtor João Marcello Bôscoli, filho de uma das vozes mais célebres da história da música brasileira, a cantora Elis Regina.









Blogger Template by Clairvo